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  • Rodrigo Coraça

Para que serve o DR? (Dispositivo Residual)


O DR possui a finalidade de proteger as pessoas contra acidentes de origem elétrica (choques),vale lembrar que o DR não detecta sobrecarga dos circuitos, não devendo ser instalado como proteção dos circuitos, para esse fim deve ser utilizado o disjuntor termomagnético em conjunto com o DR.


Mas como o DR funciona?


Basicamente ele detecta as fugas para a Terra, em seu interior existe uma bobina que mede constantemente a corrente do circuito que se fecha entre fase e neutro, a mesma corrente que flui da fase deve ser a que retorna no neutro, caso ele detecte uma diferença nesta corrente de 30 miliampere ou acima o dispositivo ele irá desarmar. Essas fugas para a terra podem se dar através de contato direto ou indireto. Na figura abaixo temos os exemplos de contato direto e indireto:


Observações Importantes sobre o Uso do DR


  • A corrente nominal (IN) indicada no corpo do DR não esta relacionada a sua capacidade de interrupção, ela está relacionada a capacidade de condução de corrente dos terminais do dispositivo, portanto ele não irá desarmar por sobrecorrente.

  • O valor de corrente de interrupção do DR é dado em miliampere.

  • O DR deve sempre trabalhar em conjunto com o disjuntor, e sua corrente nominal deve ser maior ou igual a corrente do disjuntor.

  • Não é aconselhável utilizar DR para todos os circuitos da instalação, embora seja permitido, pois, isso dificulta na localização de defeitos no circuito.


A NBR 5410-2004 no item 5.1.3.2.2 trás os casos onde o uso do DR como dispositivo de proteção é obrigatório:


Além dos casos especificados na seção 9, e qualquer que seja o esquema de aterramento, devem ser objeto de proteção adicional por dispositivos a corrente diferencial-residual com corrente diferencial-residual nominal I􀇻n igual ou inferior a 30 mA:

a) os circuitos que sirvam a pontos de utilização situados em locais contendo banheira ou chuveiro (ver9.1);

b) os circuitos que alimentem tomadas de corrente situadas em áreas externas à edificação;

c) os circuitos de tomadas de corrente situadas em áreas internas que possam vir a alimentar equipamentos no exterior;

d) os circuitos que, em locais de habitação, sirvam a pontos de utilização situados em cozinhas, copas cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e demais dependências internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens;

e) os circuitos que, em edificações não-residenciais, sirvam a pontos de tomada situados em cozinhas, copas-cozinhas, lavanderias, áreas de serviço, garagens e, no geral, em áreas internas molhadas em uso normal ou sujeitas a lavagens.


NOTAS


1 No que se refere a tomadas de corrente, a exigência de proteção adicional por DR de alta sensibilidade se aplica às tomadas com corrente nominal de até 32 A.

2 A exigência não se aplica a circuitos ou setores da instalação concebidos em esquema IT, visando garantir continuidade de serviço, quando essa continuidade for indispensável à segurança das pessoas e à preservação de vidas, como, por exemplo, na alimentação de salas cirúrgicas ou de serviços de segurança.

3 Admite-se a exclusão, na na alínea d), dos pontos que alimentem aparelhos de iluminação posicionados a uma altura igual ou superior a 2,50 m.

5 A proteção dos circuitos pode ser realizada individualmente, por ponto de utilização ou por circuito ou por grupo de circuitos.


Esquema de Ligação do DR


Embora o dispositivo esteja presente no Brasil há mais de 20 anos segundo a ABRACOPEL apenas 21% das residências brasileiras possuem este dispositivo instalado. Somente em 2017 no brasil foram registrados 1387 acidentes por choque elétrico sendo que 627 foram fatais, com o DR certamente grande parte destes acidentes teriam sido evitados.

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